Zero Trust e mTLS: verificar sempre, nunca confiar na rede
- ⬜📦 Supply chain: SBOM, sigstore e dependency confusion(Security Engineering)
Recomendamos completar os pré-requisitos antes de seguir, mas nada te impede de continuar.
Castelo + fosso vs Zero Trust
Modelo tradicional: firewall perimetral; dentro da VPC tudo é "confiável". Problema: uma vez dentro (VPN comprometida, insider, pod hackeado), atacante tem acesso lateral pleno. Exemplos: Target 2013 (vendor HVAC → POS), Capital One 2019 (SSRF → metadata → IAM).
- → autoriza
- Segurança e identidade
- Compute
- Conceito de arquitetura
- Gestão e governança
A mudança de fundo é uma pergunta: se um invasor já estiver dentro da rede, o que ele consegue fazer? No modelo de perímetro, tudo. Com identidade por carga de trabalho, apenas o que aquela identidade específica podia.
- 1 · O perímetro pressupõe que a rede define confiança. Estar dentro era credencial suficiente. Isso funcionava quando "dentro" era um prédio — e deixou de funcionar com nuvem, terceiros e trabalho remoto.
- 2 · O modo de falha é o movimento lateral. Uma máquina comprometida alcança tudo o mais, porque nada mais pergunta quem ela é. O estrago não fica contido no ponto de entrada.
- 3 · A confiança passa a ser da identidade, não do endereço. Cada serviço recebe uma identidade criptográfica própria. Estar na mesma rede deixa de significar qualquer coisa.
- 4 · Mútua significa que os dois lados provam. No modelo comum da web só o servidor apresenta certificado. Aqui o cliente também — é isso que impede um serviço qualquer de se passar por outro.
- 5 · Autenticar não é autorizar. Saber que é o serviço A não diz se A pode chamar B. A política é uma segunda decisão, e é ela que contém o estrago quando uma identidade é comprometida.
- 6 · Para time pequeno, a versão viável é parcial. Malha de serviços completa é caro. Começar por autenticação entre serviços críticos, rotação curta de credencial e registro de chamadas já muda o patamar.
Zero Trust: cada request é tratada como se viesse da internet hostil, independente de origem. Identidade + autorização explícita em cada hop.
Os 3 pilares (NIST)
- Verify explicitly: autenticar e autorizar cada request com máximo de contexto (identidade, device, localização, behavior).
- Least privilege: permissões mínimas pelo menor tempo (just-in-time access, just-enough-access).
- Assume breach: minimize blast radius com segmentação, criptografia end-to-end, logging granular.
mTLS em service mesh
# Istio — mTLS STRICT em todo namespace
apiVersion: security.istio.io/v1
kind: PeerAuthentication
metadata:
name: default
namespace: prod
spec:
mtls:
mode: STRICT # Só aceita mTLS
# Authorization: service A pode falar com service B
apiVersion: security.istio.io/v1
kind: AuthorizationPolicy
metadata:
name: b-from-a-only
namespace: prod
spec:
selector: { matchLabels: { app: service-b } }
rules:
- from:
- source:
principals: ["cluster.local/ns/prod/sa/service-a"]Istio/Linkerd injetam sidecar (Envoy) que cuida de TLS termination + cert rotation. App não vê complexidade. Linkerd é mais leve; Istio mais features.
Qual é a premissa que o modelo de confiança zero abandona?
Alternativas práticas pra dev/time menor
- Tailscale: WireGuard + identidade via OIDC. Dev acessa prod read-only só com Google/GitHub login, ACL via tags, auto-expira.
- Cloudflare Zero Trust (Access + Warp): proteger apps internos sem VPN. User autentica via IdP; Access valida; sem VPN.
- AWS VPC Lattice / PrivateLink: comunicação entre VPCs sem IGW, com IAM authz.
- Teleport: bastion + identity-aware SSH/kubectl.
Checklist Zero Trust-ish pra time pequeno
- ☐ VPN empresarial → Tailscale (identidade em cada device).
- ☐ Bastion SSH → Teleport ou AWS SSM Session Manager.
- ☐ Acessos admin → Just-in-time elevation com aprovação (ex: JIRA+PR).
- ☐ Serviço-pra-serviço → mTLS via service mesh ou proxy.
- ☐ Secrets → Vault/AWS SM (sem long-lived em env).
- ☐ Audit log de TODA admin action, replicado imutável.
- ☐ Device trust check (MFA + device posture).
Perguntas frequentes
❓ O que confiança zero muda na prática?
❓ Para que serve autenticação mútua entre serviços?
❓ Confiança zero exige malha de serviço?
Fixando
O que a autenticação mútua entre serviços acrescenta em relação ao canal cifrado comum?
Qual alternativa prática existe para equipes pequenas que não vão operar uma malha de serviços?
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