10 arquiteturas de plataforma de IA corporativa
- ⬜🛡️ 10 arquiteturas de risco, fraude e conformidade(100 Arquiteturas de IA na AWS)
Recomendamos completar os pré-requisitos antes de seguir, mas nada te impede de continuar.
O que une estas dez arquiteturas
Custo de IA é variável por uso, e isso quebra o modelo mental de infraestrutura que a maior parte das empresas tem. Não há uma instância para desligar: há milhões de chamadas de origens diferentes. Sem atribuição, a fatura é um número agregado que ninguém sabe atacar — e a primeira reação, cortar o uso, elimina o valor junto com o custo.
As dez arquiteturas desta família constroem a plataforma que falta: atribuição por inquilino, cota, roteamento por dificuldade, cache semântico, versão de prompt e avaliação para escolher modelo. A decisão que mais se repete: atribuir na chamada é mais confiável que inferir depois pelo registro.
| # | Problema | A decisão que transfere |
|---|---|---|
| 81 | Vários times consumindo modelo sem controle de custo | Custo de IA é variável por uso: sem atribuição, a conta é um número que ninguém sabe reduzir |
| 82 | Custo por inquilino invisível na fatura | O perfil de inferência é o que faz o gasto aparecer separado — etiqueta sozinha não separa chamada de modelo |
| 83 | Metadado de requisição para atribuir consumo | Atribuir na chamada é mais confiável que inferir depois pelo registro |
| 84 | Isolamento entre inquilinos com infraestrutura compartilhada | Isolamento por contexto não basta: identidade e permissão por inquilino é o que impede vazamento entre eles |
| 85 | Muitas contas precisando alcançar o mesmo serviço de IA | Sem compartilhamento de recurso, cada conta recria a rede e a topologia deixa de ser administrável |
| 86 | Custo de inferência com prompt repetido | Cache semântico responde o quase-igual em milissegundos; o cuidado é o limiar de similaridade |
| 87 | Modelo grande usado em tarefa simples | O roteador errar a classificação degrada em silêncio — por isso ele precisa de conjunto de avaliação |
| 88 | Escolha de modelo sem critério | Ranking público mede outro corpus. A decisão é medir na sua tarefa |
| 89 | Prompt como texto colado sem versão | Sem versão de prompt não há como investigar regressão — e prompt muda mais que código |
| 90 | Orquestração que a área de negócio precisa alterar | Fluxo visual é difícil de versionar em revisão e de testar isolado — a troca é visibilidade por controle |
81. Vários times consumindo modelo sem controle de custo
A conta de IA cresceu 400% em um trimestre e a diretoria pediu redução. Ninguém sabe qual aplicação gastou o quê, então a única alavanca disponível é reduzir o uso — o que elimina o valor junto com o custo.
- → time, aplicação, usuário
- → consulta a cota
- → dentro do limite
- → modelo escolhido
- → tokens de entrada e de saída
- → gasto por inquilino
- → excedeu
- Rede e entrega
- Segurança e identidade
- Conceito de arquitetura
- Compute
- IA e machine learning
- Analytics
Custo de IA é variável por uso, e sem atribuição por inquilino a única alavanca é cortar o uso. Porta única, identidade em cada chamada, cota preventiva e painel por dono — nessa ordem.
- Toda chamada por uma porta. É o pré-requisito de tudo o resto: sem ponto único, a medição tem buracos e a cota é contornável.
- Identidade de inquilino em cada chamada. Time, aplicação e usuário. Sem isso, o consumo é atribuível apenas à conta — que é o problema original.
- Cota antes do gasto, não relatório depois. Cota é preventiva: ela impede o estouro. Relatório é detectivo: informa que aconteceu.
- Tokens de entrada e de saída separados. Eles têm preços diferentes e otimizações diferentes: entrada se reduz com cache e contexto menor, saída com instrução de tamanho.
- Custo visível ao dono é custo que cai. O time que vê o próprio gasto otimiza. A conta agregada não tem dono, e por isso não tem redução.
82. Custo por inquilino invisível na fatura
O time etiquetou todos os recursos e a fatura continuou trazendo o consumo de modelo num só bloco. A razão é que a chamada de inferência não é um recurso etiquetável — ela é uma operação, e a etiqueta do chamador não a acompanha.
- → inquilino A
- → inquilino B
- → mesma família de modelo
- → mesma família de modelo
- → custo separado
- → custo separado
- → habilita a quebra
- IA e machine learning
- Compute
- Gestão e governança
Atribuir custo de inferência exige uma entidade etiquetável: o perfil de inferência por inquilino. Etiquetar o chamador não separa a chamada de modelo, e é por isso que a fatura chega agregada.
- A chamada de modelo não herda etiqueta do chamador. É a descoberta que custa um trimestre: etiquetar a função não separa o consumo de inferência que ela provocou.
- O perfil é a entidade etiquetável. Criar um perfil por inquilino dá ao faturamento algo a que atribuir. É o mecanismo, não uma convenção de nome.
- A aplicação escolhe o perfil pelo inquilino. A decisão acontece no código, no momento da chamada. Errar o perfil é atribuir custo ao inquilino errado — e isso não se corrige depois.
- A etiqueta precisa estar ativada no faturamento. Etiqueta existente e não ativada como etiqueta de alocação não aparece no relatório. É a pegadinha de configuração mais comum aqui.
- O modelo continua sendo um só. Não há duplicação de infraestrutura: os perfis apontam para o mesmo modelo. O que muda é a contabilidade.
83. Metadado de requisição para atribuir consumo
A tentativa de atribuir consumo cruzando registros por horário e origem produz números que não fecham: chamadas concorrentes, repetições e chamadas internas se misturam. A atribuição por inferência sempre tem margem de erro — e ela cresce com o volume.
- → inquilino e caso de uso
- → viaja com a requisição
- → invocação + metadado
- → registros do dia
- → agregado por dia
- → desvio do padrão
- Compute
- Conceito de arquitetura
- IA e machine learning
- Armazenamento
- Analytics
Atribuição confiável se faz na chamada, com metadado que viaja junto da requisição — e por caso de uso, não só por inquilino, porque é o caso de uso que se otimiza.
- O metadado viaja com a requisição. Ele é gravado junto da invocação, não correlacionado depois. Isso elimina a margem de erro da atribuição por horário.
- Caso de uso, não só inquilino. Saber que o time X gastou não diz o que reduzir. Saber que foi o resumo automático de tickets diz.
- O registro de invocação é a fonte. Ele traz tokens de entrada e de saída por chamada. É a granularidade que permite custo por caso de uso.
- Agregar por dia, guardar o detalhe. O painel usa o agregado; a investigação usa o detalhe. Guardar só o agregado impede responder "qual chamada custou isso?".
- Alarme relativo ao padrão do inquilino. Limite absoluto igual para todos alarma o time grande e ignora o pequeno que dobrou de consumo.
84. Isolamento entre inquilinos com infraestrutura compartilhada
A plataforma atende trinta clientes com a mesma infraestrutura, e o isolamento é feito injetando o identificador do inquilino no prompt. Basta uma pergunta bem formulada, ou um erro de montagem de contexto, para um cliente ver dado de outro.
- → credencial do usuário
- → inquilino autenticado
- → assume o papel do inquilino
- → só a partição dele
- → chave com o inquilino no prefixo
- → trechos daquele inquilino
- Fora da AWS
- Segurança e identidade
- IA e machine learning
- Banco de dados
Em multi-inquilino, isolamento por contexto é instrução com taxa de falha. O que isola é identidade autenticada, credencial que assume papel por inquilino e partição de dado com o inquilino na chave.
- O inquilino vem do token, nunca do corpo da requisição. Se chega no corpo, qualquer cliente se declara outro. A autenticação é a única fonte aceitável dessa informação.
- Credencial por inquilino, não credencial da plataforma. O runtime assume um papel restrito à partição daquele cliente. É o que transforma isolamento lógico em isolamento imposto.
- Prompt não isola nada. "Responda só sobre o cliente 42" é instrução. Permissão que não alcança os dados dos outros é garantia.
- A chave de dado carrega o inquilino. Prefixo no identificador impede consulta acidental atravessar. É defesa em profundidade, junto da credencial.
- Compartilhar infraestrutura é decisão de custo, não de isolamento. O reservatório reduz custo por cliente. O isolamento vem de identidade e permissão — e precisa ser explícito.
85. Muitas contas precisando alcançar o mesmo serviço de IA
Vinte contas precisam alcançar o serviço interno de IA, e cada uma criou seus próprios endpoints, rotas e regras. O custo se multiplica por vinte, e a topologia deixa de ser administrável — ninguém sabe quem alcança o quê.
- → rota para o serviço
- → mesma rota
- → mesma rota
- → tráfego concentrado
- → chamada privada
- → nome resolve igual
- Rede e entrega
- IA e machine learning
Compartilhar endpoint e centralizar trânsito troca custo multiplicado por vinte e topologia combinatória por uma tabela de rotas — e transforma "quem alcança o quê" de projeto em consulta.
- Endpoint criado uma vez, usado por todas. Vinte endpoints iguais custam vinte vezes e divergem em configuração. O compartilhamento elimina os dois problemas.
- O concentrador dá um lugar para as rotas. Malha ponto a ponto entre vinte contas é combinatória. Concentrador troca isso por vinte ligações e uma tabela.
- Resolução de nome compartilhada. Sem ela, cada conta configura o próprio nome e a mudança de endereço exige vinte alterações coordenadas.
- A conta central é dona da rede, não do dado. A separação de responsabilidade é o que evita a conta de rede virar depósito de tudo.
- Administrável significa auditável. Com um ponto de trânsito, "quem alcança o serviço de IA?" é uma consulta. Com vinte topologias, é um projeto.
Você etiquetou todas as funções Lambda por time e a fatura continua trazendo o consumo de Bedrock agregado. Por quê?
86. Custo de inferência com prompt repetido
Metade das perguntas ao assistente são variações da mesma dúvida — "como cancelo?", "posso cancelar?", "qual o processo de cancelamento?". Cada uma paga uma inferência completa, e o cache por texto exato não pega nenhuma delas.
- → vetor da pergunta
- → busca o mais próximo
- → distância
- → acerto: responde do cache
- → erro: gera
- → guarda
- → acerto e custo evitado
- Fora da AWS
- Conceito de arquitetura
- Banco de dados
- IA e machine learning
Cache semântico captura a variação de redação que o cache exato não pega, e a economia vem de o embedding ser muito mais barato que a geração. O limiar de similaridade é o parâmetro que precisa ser medido, não estimado.
- Cache exato não pega variação de redação. É por isso que ele tem taxa de acerto quase nula em linguagem natural. O semântico compara sentido, não string.
- O limiar é o parâmetro perigoso. Frouxo demais responde a pergunta errada com resposta parecida. Apertado demais não acerta nada. Ele se calibra medindo, não estimando.
- Embedding é ordens de magnitude mais barato que geração. É o que faz a economia existir: paga-se um cálculo pequeno para evitar um grande.
- Validade obrigatória. Resposta cacheada sobre política que mudou é resposta errada servida rápido. A validade precisa acompanhar o ritmo do acervo.
- Medir acerto e custo evitado. Sem o número, o cache é fé. Com ele, dá para decidir se vale afrouxar o limiar — e quanto risco isso adiciona.
87. Modelo grande usado em tarefa simples
Todas as chamadas usam o modelo mais capaz, inclusive as de classificar sentimento e extrair um campo. Rotear por dificuldade corta o custo — e introduz um componente novo que pode errar sem que ninguém veja.
- → classe + confiança
- → simples
- → difícil
- → não resolveu
- → refaz no grande
- → mede o acerto
- IA e machine learning
- Compute
- Conceito de arquitetura
Roteamento por dificuldade é a maior alavanca de custo e introduz um componente que erra em silêncio. Ele precisa de conjunto de avaliação próprio e de escalonamento quando a resposta do modelo pequeno não atende.
- O roteador é um componente com erro próprio. Ele acrescenta uma fonte de falha que não existia. E o erro dele é silencioso: a resposta sai, só é pior.
- Conjunto de avaliação para o roteador. Perguntas rotuladas com a dificuldade real. Sem isso, não há como saber se ele está mandando caso difícil para o modelo pequeno.
- Escalonamento como segunda chance. Quando a resposta do modelo pequeno não atende ao critério, refazer no grande custa duas chamadas — e ainda sai mais barato que usar o grande sempre.
- Confiança baixa vai para o grande. Na dúvida, o caminho seguro é o modelo capaz. O ganho vem do volume claramente simples, não de forçar os casos limítrofes.
- Medir qualidade junto com custo. Custo caindo com qualidade caindo não é otimização. As duas séries precisam ser lidas juntas.
88. Escolha de modelo sem critério
A escolha do modelo foi feita por posição em ranking público e por impressão de quem testou dez perguntas. Meses depois, ninguém sabe dizer se o modelo em uso é melhor que a alternativa — porque nunca houve comparação com os mesmos casos.
- → casos + resposta esperada
- → o que conta como acerto
- → os mesmos casos
- → os mesmos casos
- → acerto, custo, latência
- → acerto, custo, latência
- Conceito de arquitetura
- IA e machine learning
A decisão de modelo se toma medindo na sua tarefa, com critério definido antes e os mesmos casos nos candidatos — em três eixos. Ranking público responde a outra pergunta.
- Ranking público mede outro corpus. Ele responde "qual é melhor em média, em tarefas gerais". A sua pergunta é "qual é melhor na minha tarefa" — e as respostas divergem com frequência.
- Critério de acerto definido antes. Decidir o que conta como acerto depois de ver os resultados é escolher o vencedor e chamar de medição.
- Os mesmos casos nos dois candidatos. Comparar em conjuntos diferentes não compara nada. É o erro mais comum em avaliação caseira.
- Três eixos: acerto, custo e latência. O melhor em acerto pode ser inviável em custo ou em prazo. A decisão é o ponto que atende ao requisito, não o topo de um eixo.
- O conjunto fica, e serve para a próxima troca. O investimento no conjunto se paga na segunda decisão — e modelo novo aparece a cada poucos meses.
89. Prompt como texto colado sem versão
A qualidade caiu na terça e ninguém sabe o que mudou. O prompt vive colado em três lugares do código, foi ajustado por duas pessoas na semana, e não há histórico — o que faz a investigação começar por arqueologia de mensagem de commit.
- → versão promovida
- → resolve para uma versão
- → prompt resolvido
- → com a versão
- → candidata
- → autoriza promover
- IA e machine learning
- Rede e entrega
- Compute
- Gestão e governança
Prompt muda mais que código e por mais gente: sem versão imutável, alias e registro da versão usada em cada chamada, investigar regressão é arqueologia de commit.
- Prompt muda mais que código. E muda sem revisão, por quem não é engenheiro. É a razão de ele precisar de versionamento próprio em vez de viver dentro do código.
- A aplicação referencia o alias. Trocar a versão em produção passa a ser mover um ponteiro — sem implantação e com reversão imediata.
- A versão usada entra no registro da chamada. É o que transforma "a qualidade caiu na terça" em "a versão 7 entrou às 14h de terça".
- Avaliar a candidata antes de promover. Prompt novo é mudança de comportamento. Compará-lo no mesmo conjunto é o que evita a regressão chegar ao usuário.
- Versão imutável, não editável. Editar a versão em uso destrói a capacidade de comparar. Nova redação é nova versão.
90. Orquestração que a área de negócio precisa alterar
A área de negócio quer ajustar a sequência do processo sem esperar implantação. O fluxo visual entrega isso — e cobra: versionar em revisão de código fica difícil, testar um trecho isolado fica difícil, e o erro fino de tratamento não cabe.
- → sim: visual
- → não: código
- → chama passo específico
- → o desenho é a documentação
- → trecho testável isolado
- IA e machine learning
- Fora da AWS
- Compute
- Conceito de arquitetura
Fluxo visual e código não são níveis de maturidade: são uma troca entre visibilidade e controle. O padrão que sustenta é o híbrido — sequência visível chamando passos testáveis em código.
- A troca é visibilidade por controle. O visual ganha em quem pode alterar e em documentação viva. Perde em versionamento, teste isolado e tratamento fino de erro.
- O critério é estabilidade e simplicidade. Fluxo que muda toda semana por decisão de negócio: visual. Fluxo com muitos caminhos de erro e regra sutil: código.
- Misturar é o padrão que funciona. Fluxo visual chamando passos em código junta as duas vantagens: a sequência é visível e alterável, a lógica difícil é testável.
- Teste automatizado só existe do lado do código. É a perda mais séria do visual, e é ela que precisa ser pesada antes de mover lógica crítica para lá.
- A visibilidade tem valor real. Em processo que várias áreas discutem, o desenho ser a documentação evita a divergência entre o que se pensa e o que roda.
Perguntas frequentes
❓ Como saber quanto cada time gasta com IA na AWS?
❓ Vale a pena rotear entre modelo pequeno e modelo grande?
❓ Como escolher entre dois modelos para uma aplicação?
Fixando
Numa plataforma multi-inquilino, o isolamento é feito injetando o identificador do inquilino no prompt. Qual é o defeito?
A qualidade das respostas caiu ontem e o prompt vive colado em três lugares do código. O que teria evitado a investigação por arqueologia?
Próximo passo
A próxima família de arquiteturas é **Operação, segurança e confiabilidade de IA** — mesma estrutura: dez soluções, cada uma com o desenho completo e a decisão que ela transfere. Se o que falta é praticar em vez de ler — nenhum destes desenhos tem código, de propósito, porque quem constrói é a trilha 100 Laboratórios de Arquitetura AWS —, comece por um laboratório da família equivalente.
Terminou de ler?
Marcar como concluído registra o XP, mantém sua sequência e coloca 3 cartas deste módulo na fila de revisão espaçada.
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